
CADEIRA Nº 37
Patrono Ramiro Barcellos (Amaro Juvenal)
Ramiro Barcellos nasceu em Cachoeira do Sul/RS, em 23 de agosto de 1851; e faleceu em Porto Alegre/RS, em 28 de janeiro de 1916. Tornou-se conhecido como Amaro Juvenal. Cursou a Faculdade de Medicina no Rio de Janeiro/RJ. Foi ministro plenipotenciário no Uruguai durante a Revolução Federalista; secretário da Fazenda; procurador do Rio Grande do Sul no Rio de Janeiro e superintendente das Obras da Barra de Rio Grande; deputado provincial nos períodos de 1877 a 1882; senador da República pelo Rio Grande do Sul de 1890 a 1906. Criou, em 1902, a moeda cruzeiro, que só foi adotada na década de 1940, no governo de Getúlio Vargas. Colaborou com o jornal A Federação, com o pseudônimo de Amaro Juvenal, que continuou sendo utilizado em poemas satíricos. O que notabilizou Ramiro Barcellos foi um poemeto campestre, hoje considerado uma joia da literatura gauchesca, elaborado entre 1910 e 1915, em razão de uma briga política contra seu primo Antônio Augusto Borges de Medeiros (1863-1961), presidente do estado, ali retratado como Antonio Chimango. Foi apoiador da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.