
CADEIRA Nº 59
Patrono João da Cruz e Souza
João da Cruz e Sousa nasceu em Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis/SC, em 24 de novembro de 1861; e faleceu em 19 de março de 1898, em Antônio Carlos/MG. Filho de escravos alforriados nasceu livre. Foi criado como filho adotivo do Marechal de Campo, Guilherme Xavier de Sousa e Clarinda Fagundes de Sousa. Em 1865, começou a aprender as primeiras letras com sua protetora. Com sete anos, escreveu seus primeiros versos. Em 1871, com dez anos, matriculou-se no colégio Ateneu Provincial Catarinense, onde estudou francês, latim, matemática e ciências naturais. Amante das letras, em 1877, dedicou-se ao magistério e começou a publicar seus versos em jornais da província. Empenhado na campanha abolicionista, com o amigo Virgílio Várzea, durante vários anos, redige para o jornal Tribuna Popular. Passa a sofrer perseguições por ser negro. Em 1885, estreou na literatura com o livro de poemas em prosa: "Tropos e Fantasias", em parceria com Virgílio Várzea, em que já se reconhecem algumas características marcantes do Simbolismo. Nesse mesmo ano, assumiu a direção do jornal "O Moleque", cujo título se deve à sua rebeldia contra o preconceito de cor, de que sempre foi alvo.