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Traçados de pintura

CADEIRA Nº 46
Patronesse Delfina Benigna da Cunha

Delfina Benigna da Cunha nasceu em São José do Norte, em 17 de junho de 1791; e faleceu no Rio de Janeiro, em 13 de abril de 1857. Aos vinte meses de vida, foi privada da visão, devido a uma epidemia de  varíola  que afligiu a  região. Apesar  disso,  recebeu uma sólida  educação,  enraizada na cultura clássica e portuguesa, que tornou possível sua formação intelectual. Aos doze anos, já estaria alfabetizada e escrevendo poemas, como "Colcheia escrita aos doze anos de idade". É tida como figura de destaque nas manifestações fundadoras da literatura gaúcha. Seu nome se encontra no livro Mulheres Ilustres do Brasil (1899), de Ignez Sabino, a qual enaltece a expressão do sentimento da poetisa. Sua obra de estreia “Poesias oferecidas às senhoras rio-grandenses”, foi publicada em 1834; e sua última obra de poesia, “Coleção de várias Poesias dedicadas à Imperatriz Viúva”, em 1846. Em 1994, Stella Leonardos publica o “O romanceiro de Delfina”, pelo Instituto Estadual do Livro, um romance histórico com a poetisa como protagonista. O ponto alto de sua poesia está vinculado ao lirismo intimista e amoroso que permeia muitos de seus poemas.

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