
CADEIRA Nº 36
Patrono Alcides Maya
Alcides Castilho Maya nasceu em São Gabriel/RS, em 15 de outubro de 1878; e faleceu no Rio de Janeiro/RJ, em 02 de outubro de 1944. Aos 18 anos, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo. Porém, as letras e o jornalismo eram a sua verdadeira vocação, por isso, abandonou o curso de Direito e retornou a Porto Alegre, em 1896. A partir de 1903, passou a viver e a desenvolver atividades, alternadamente, ora no Rio de Janeiro, ora em Porto Alegre. No Rio, residia numa "república", na Rua das Laranjeiras, onde recebeu a visita de Machado de Assis e, desde então, foi levado a entrar na intimidade do mundo machadiano. Em Ruínas vivas, Tapera e Alma bárbara, descreve a região da campanha, com seus usos e costumes. Dirigiu o Museu Júlio de Castilhos, até se aposentar, e colaborou no Correio do Povo. Retornou ao Rio em 1938, onde viveu os últimos anos de sua vida, escrevendo para o Correio do Povo. Publicou: Pelo futuro, O Rio Grande independente, Crônicas e ensaios, O gaúcho na legenda e na história, Lendas do Sul, folclore, Romantismo e naturalismo na obra de Aluísio Azevedo. Foi o primeiro gaúcho a ingressar na Academia Brasileira de Letras.